|
Almandrade, Antônio Luiz M. Andrade
UMA PAUSA
Na paisagem oculta
da noite
a indecisão
um livro, uma canção
um blues.
O que a fala
não revela
o pulsar do ciúme
sem destino
último instante
um diário ferido.
Verdade em excesso
pulsação
tudo preto
a proposição encerra
o início de um sentido
a negação confinada
em uma palavra
devolve a realidade
dispersão e incerteza
a forma do ser.
A rua repleta
de automóveis
um olhar cheio
de ausência
analogia
da simplicidade
os ruídos de sempre
a água do mar
em pequenas ondas
distrai e seduz
a inexistência
um sim volátil.
DEPOIS
Mar na cama
longe da praia
perto do terreiro
molhada
junho é o mês
seis diz o calendário
uma noite
depois da vernissage
um presente
e um ciúme.
SAUDADE
O encontro passa
a noite se desfaz
com a brisa da ausência
mas a beleza
do instante permanece.
A moça nua
deixou na cama
uma canção:
“Chega de Saudade”.
SOLITÁRIO E METAFÍSICO
Cosmo vazio
a vida levitando
fim de ano
nem o sol do verão
enxuga
a água dos olhos
musa ao longe
no horizonte invisível
inércia
amor aflito
não sai de casa.
www.expoart.com.br/almandrade
Almandrade,
Antônio Luiz M. Andrade
É arquiteto, poeta e artista plástico baiano, de Salvador. Como artista plástico já participou de quatro bienais internacionais em São Paulo, além de várias outras exposições no país e no exterior. Editou em 74 a revista “Semiótica” e, seus poemas procuram dar às palavras intensidade plástica, forma. Publicou os livros “O Sacrifício dos Sentidos”, “Obscuridade do Riso”, “Poemas”, “Suor Noturno” e no prelo, “Arquitetura de Algodão”. É um dos grandes nomes brasileiros do poema visual e, já teve matéria sobre sua obra publicada na Revista Pampulha
|
Los guardianes de la tierra - Estos s...
Nosotr+s - Animo y Valor para vosotro...
escuchen hombrecitos... - He sido tim...
Estoy de acuerdo... - Es bueno escuch...
una avenida llena de luz - pero que n...